{"id":1583,"date":"2022-04-18T13:38:11","date_gmt":"2022-04-18T16:38:11","guid":{"rendered":"http:\/\/fernandabellicieri.com\/a-algum-ponto-da-partida\/"},"modified":"2022-08-28T16:00:04","modified_gmt":"2022-08-28T19:00:04","slug":"a-algum-ponto-da-partida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fernandabellicieri.com\/it\/a-algum-ponto-da-partida\/","title":{"rendered":"A algum ponto da partida"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;]<br \/>\n\t\t\t[et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;]<br \/>\n\t\t\t\t[et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Text&#8221;]Voltar ao lugar de in\u00edcio. N\u00e3o \u00e9 esse o instrumento? O que te soa quando notas, j\u00e1 distante, de l\u00e1 longe, o imenso percorrido? O que te escorre face quando usa os olhos em r\u00e9? \u00a0O que te sua: l\u00e1grima ou esfor\u00e7o do caminho?<\/p>\n<p>Voltar ao lugar de in\u00edcio, e recorrer aos mesmos sons, \u00e0s m\u00fasicas de esperan\u00e7a que o instinto proclamava em frases de vit\u00f3ria certa. Sem se\u2026 Revolver-se de come\u00e7os talvez seja a \u00fanica sa\u00edda a um pr\u00f3ximo futuro. Que humildemente, rendido aos in\u00edcios pode-se notar o que foi erro, o que n\u00e3o houve, o que falou alto, o que exagero, o que calou. Retomando f\u00e1cil at\u00e9 um elogio-si. Sem se\u2026 S\u00f3 si, de um assertivo \u00fanico que se pode porque de fato se foi. E se que se foi \u00e9 certo, \u00e9 de partida que nasce estrada trilhada.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 esse o instrumento de melhor ru\u00eddo? Basta ouvidos inscritos de absurdo, informa\u00e7\u00f5es desandadas, cortantes, transversais ao caminho proposto in\u00edcio. Basta! Que s\u00e3o frutos bastardos, de medo e por\u00e9ns; restos estranhos de alheios, estreitos que sufocam e n\u00e3o oferecem passagem. Basta do caos que desmede tua balan\u00e7a e te faz parcial demais, contr\u00e1rio ao ponto de partida. Voltar ao in\u00edcio, quando o improv\u00e1vel n\u00e3o recebia nome desalento. O invis\u00edvel endossado daquele mais \u00edntimo, sem se, s\u00f3 si, aquele teu que ainda dava-se a n\u00e3o decidir porque j\u00e1 sempre decidido.<\/p>\n<p>Foi dessa fortaleza a escolha pelo ponto de partida: cren\u00e7a de saber convicto que ao fim da estrada, o invis\u00edvel se faria inteiro toque, sabor-olhos e entrega. A seguran\u00e7a pariu o ponto de partida, essa mesma que hoje o teu mais \u00edntimo v\u00ea tormenta, desistida do ventre. A seguran\u00e7a que perdeu cor e fez palidez de uma rima s\u00f3 e j\u00e1 quase nem te lembra a aposta do passo primeiro, ensurdecida ru\u00eddos rumores. Tua toda seguran\u00e7a; tola, antes t\u00e3o guardi\u00e3.<\/p>\n<p>E o que se diz disso? Desiste-te, agora que teu ponto de partida j\u00e1 ficou l\u00e1 atr\u00e1s? Desiste-te? Que a seguran\u00e7a j\u00e1 anda paral\u00edtica e n\u00e3o consegue apoiar novos passos&#8230; O que se faz? Desiste-te? Ou faz-se o face a face: encara-se o contra-tempo, a contra-m\u00e3o que te fez futuro avesso aos brilhos do ponto de partida? Ent\u00e3o, o que se faz?<\/p>\n<figure class=\"w-richtext-figure-type-image w-richtext-align-fullwidth\" style=\"max-width: 705px;\" data-rt-type=\"image\" data-rt-align=\"fullwidth\" data-rt-max-width=\"705px\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/uploads-ssl.webflow.com\/5cf96b419c5f05509f54fbc1\/5eadcc56ff709c2c93d7f742_prisao5.png\" \/><\/figure>\n<p>O trilho \u00e9 o mesmo: ou continuas andando reto, seguindo a regra do teu fracasso, agora que finalmente o encontrou ao olhar para tr\u00e1s; ou resolves retornar e aprender a enxergar da vista do teu ponto inicial. Ali nasce a seguran\u00e7a, uma que jamais paralisou-se atentando atentado de ru\u00eddos alheios. Ali nasce, eterna, esperan\u00e7a na tua fonte infinita de encontrar-te. Sem se\u2026 S\u00f3 si.<\/p>\n<p>Ali, bem no ponto de partida, o homem pode, de fato, conhecer-se. E engra\u00e7ado; esse homem s\u00f3 se conhece quando o ponto de partida fica para tr\u00e1s, talvez j\u00e1 embrenhado em alguma outra n\u00e3o-sua trajet\u00f3ria. Mas ainda sua, se soa bem-vinda a esperan\u00e7a de apag\u00e1-la de lugar e retornar ao ponto de partida.<\/p>\n<p>S\u00f3 se conhece ao olhar em r\u00e9, constatando o ocorreu e o esperado, o que correu-lhe ou escorreu-lhe, m\u00e3os, o que socorro no caminho. E o homem s\u00f3 se pertence na decis\u00e3o tomada sobre o que fazer ap\u00f3s olhar para tr\u00e1s. S\u00f3 se conhece um homem em sua resposta: desiste-se ou volta-se ao in\u00edcio, recupera ou resigna, vitorioso ou em linha terminal? Vitorioso em linha terminal\u2026<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o fim de todo come\u00e7o: reconhecer-se na escolha entre o fim e o recome\u00e7o.<\/p>\n<figure class=\"w-richtext-figure-type-image w-richtext-align-fullwidth\" style=\"max-width: 1288px;\" data-rt-type=\"image\" data-rt-align=\"fullwidth\" data-rt-max-width=\"1288px\">\n<div><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u200d[\/et_pb_text][\/et_pb_column]<br \/>\n\t\t\t[\/et_pb_row]<br \/>\n\t\t[\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar ao lugar de in\u00edcio. N\u00e3o \u00e9 esse o instrumento? O que te soa quando notas, j\u00e1 distante, de l\u00e1 longe, o imenso percorrido? O que te escorre face quando usa os olhos em r\u00e9? \u00a0O que te sua: l\u00e1grima ou esfor\u00e7o do caminho? 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Retomando f\u00e1cil at\u00e9 um elogio-si. Sem se\u2026 S\u00f3 si, de um assertivo \u00fanico que se pode porque de fato se foi. E se que se foi \u00e9 certo, \u00e9 de partida que nasce estrada trilhada.\n\nN\u00e3o \u00e9 esse o instrumento de melhor ru\u00eddo? Basta ouvidos inscritos de absurdo, informa\u00e7\u00f5es desandadas, cortantes, transversais ao caminho proposto in\u00edcio. Basta! Que s\u00e3o frutos bastardos, de medo e por\u00e9ns; restos estranhos de alheios, estreitos que sufocam e n\u00e3o oferecem passagem. Basta do caos que desmede tua balan\u00e7a e te faz parcial demais, contr\u00e1rio ao ponto de partida. Voltar ao in\u00edcio, quando o improv\u00e1vel n\u00e3o recebia nome desalento. O invis\u00edvel endossado daquele mais \u00edntimo, sem se, s\u00f3 si, aquele teu que ainda dava-se a n\u00e3o decidir porque j\u00e1 sempre decidido.\n\nFoi dessa fortaleza a escolha pelo ponto de partida: cren\u00e7a de saber convicto que ao fim da estrada, o invis\u00edvel se faria inteiro toque, sabor-olhos e entrega. A seguran\u00e7a pariu o ponto de partida, essa mesma que hoje o teu mais \u00edntimo v\u00ea tormenta, desistida do ventre. A seguran\u00e7a que perdeu cor e fez palidez de uma rima s\u00f3 e j\u00e1 quase nem te lembra a aposta do passo primeiro, ensurdecida ru\u00eddos rumores. Tua toda seguran\u00e7a; tola, antes t\u00e3o guardi\u00e3.\n\nE o que se diz disso? Desiste-te, agora que teu ponto de partida j\u00e1 ficou l\u00e1 atr\u00e1s? Desiste-te? Que a seguran\u00e7a j\u00e1 anda paral\u00edtica e n\u00e3o consegue apoiar novos passos... O que se faz? Desiste-te? 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